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Papa celebra canonização de quatro beatas

TV Canção Nova traz ao telespectador a cerimônia, ao vivo, da canonização de quatro beatas pelo Papa Francisco e documentário especial sobre a vida das servas de Deus.

Larissa Sene
Da Redação

Neste domingo, 17 de maio, às 5 horas, a TV Canção Nova vai exibir diretamente de Roma, no Vaticano, a Celebração Eucarística presidida pelo Papa Francisco na qual vai proclamar santas quatro beatas, duas da Terra Santa, uma italiana e outra francesa.

O telespectador vai acompanhar ao vivo a Santa Missa de canonização de Joana Emília de Villeneuve, Maria de Jesus Crucificado Baouardy e Maria Alfonsina Ghattas, juntamente com a beata Maria Cristina da Imaculada Conceição, fundadora da Congregação das Irmãs Vítimas Expiadoras de Jesus Sacramentado, cuja canonização fora estabelecida no consistório de 20 de outubro de 2014.

Além da Eucaristia, um documentário especial produzido pela equipe da Terra Santa será exibido em dois dias: no sábado, 16, às 22h30 e no domingo, 17, às 14 horas, a fim de apresentar a memória e o legado de Maria Alfonsina à Igreja e ao mundo.

Assim como Maria Alfonsina, as outras três religiosas também dedicaram a vida ao bem do próximo e à promoção da fé, do amor e da justiça em favor da humanidade. Irmã Giovanna Emilia de Villeneuve é fundadora da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição de Castres; Maria de Jesus Crucificado foi monja professa da Ordem Carmelita Descalça e Maria Alfonsina Danil Ghattas é a fundadora da Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém.

Conheça mais sobre a vida e a missão das novas santas da Igreja:

Giovanna Emilia de Villeneuve

Giovanna Emilia de Villeneuve“É por Deus que vos deixo, quero servir os pobres, porque devemos ir aonde a voz dos pobres nos chama”. Assim Emília, em 1836, com 25 anos, despediu-se de seu pai, o Marquês Louis de Villeneuve, para fundar, junto com outras duas jovens, uma nova congregação consagrada à Imaculada Conceição. Elas passaram a ser chamadas de “irmãs azuis” devido à cor do hábito usado por elas, um sinal da proteção do manto de Maria que a fundadora queria que fosse visível em uma época em que todas as religiosas se vestiam de preto.

O amor pelo próximo e a vocação às atividades sociais ela aprendeu justamente do pai, em cuja indústria da qual era proprietário, criou uma sociedade de socorro recíproco, promovendo, entre outros, cursos de alfabetização para os jovens. E foi a morte prematura da mãe e da irmã que fez com que ela se aproximasse da Virgem Santíssima, a quem ela tinha como sua companheira de missão. A experiência da morte lhe ensinou que a vida não é a única coisa importante nesta terra, pois “se deve ver Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus, ouvir a sua Palavra, recolher-se em momentos de oração profunda para aprender a olhar o mundo com os olhos de Jesus”. Com as suas novas irmãs, passou a viver ao lado dos doentes, dos encarcerados e das prostitutas a fim de lhes mostrar que Deus os amava; até a data de sua morte em decorrência de cólera em 1853.

Maria de Jesus Crucificado

Maria de Jesus CrucificadoMaria vinha de Nazaré e tinha o mesmo nome da Virgem Santíssima. Após professar os votos no Carmelo de Pau, na França, assumiu o nome de Maria de Jesus Crucificado. “Uma pequena árabe obediente até ao milagre”, assim era definida por sua madre superiora, que lhe fora próxima quando os místicos dons, dos quais era rica, começaram a se manifestar. Humilde e iletrada, Maria inicialmente escondeu os estigmas que lhe sangravam no dia da Paixão de Cristo, acreditando ter contraído lepra. Também não contou sobre as experiências de êxtases e de bilocação, as quais atribuía à própria incapacidade de permanecer acordada enquanto rezava. Contudo, quando se viu a compor salmos, algo que o seu analfabetismo lhe impossibilitaria, entendeu: “A quem me assemelho, Senhor? Aos passarinhos emplumados em seus ninhos. Se o pai e a mãe não lhes levam a comida, morrem de fome. Assim é a minha alma sem você: não tem sustento, não pode viver”.

Por intermédio dela, o Senhor quis que fosse construído um Carmelo em Belém, para onde ela se transfere e, depois, um em Nazaré. Além do contínuo diálogo com o Espírito Santo, Maria começou a receber também as visitas do maligno que a perseguia. Mas quanto mais este a atormentava, tanto mais ela se aproximava de Deus. Por fim, exausta, disse a Deus: “Chama-me para ti!”. A resposta a este pedido veio em 1878, sendo então enterrada no convento carmelita de Belém, onde todas já a chamavam de “kedise”, a “santa”.

Maria Alfonsina Danil Ghattas

Maria Alfonsina Danil GhattasA palestina nascida como Maryam Soultaneh Danil Ghattasera, filha de Danil Ghattas, aos 15 anos passou a fazer parte das Irmãs de São José da Aparição com o nome de Maria Alfonsina. No entanto, não era este o seu destino. A Virgem Santíssima apareceu a ela pela primeira vez no dia da Epifania de 1874 e novamente no mês a ela consagrado, maio, inspirando-a a fundar uma nova congregação: as Irmãs do Santíssimo Rosário de Jerusalém, a primeira inteiramente feminina presente na Terra Santa. Era esta a missão da beata: promover o papel da mulher na sua amada pátria terrena; uma tarefa dificílima mesmo para quem, como ela, tinha uma confiança total na divina providência.

Iniciou sua missão com suas novas irmãs, ocupando-se do ensino religioso para vencer o analfabetismo imperante na época e, logo, a congregação se difundiu tanto que hoje é considerada como o braço direito do Patriarcado Latino nos países árabes, nos quais atuam em escolas, paróquias e outras instituições diocesanas. Silenciosa e humilde até desaparecer dentro da oração do santo rosário, ela entrega a alma ao Pai enquanto recitava os 15 mistérios na noite de 25 de março de 1927.

Maria Cristina da Imaculada Conceição

Maria Cristina da Imaculada ConceiçãoMadre Maria Cristina Brando nasce na cidade de Nápoles, no dia 1° de maio de 1856, dos afortunados esposos Giovanni Giuseppe e Maria Concetta Marrazzo, que morre apenas alguns dias após o nascimento da serva de Deus.

Atraída pelas coisas de Deus, fugia de todas as vaidades mundanas e amava a solidão. Confessava-se com frequência e, diariamente, recebia a santa comunhão acolhendo o ensinamento do Redentor (cf. Mt 5, 48). Costumava repetir: “Devo ser santa, quero ser santa” e com apenas doze anos de idade, diante de uma imagem do menino Jesus, fez voto de castidade perpétua.

No ano de 1876 vestiu o hábito religioso e recebeu o nome de Irmã Maria Cristina da Imaculada Conceição. Contudo, adoeceu e foi forçada a deixar o caminho que havia iniciado com tanto fervor. Assim, no ano de 1878, enquanto morava em uma acomodação provisória junto às Teresianas de Torre del Greco, lançou os fundamentos da nova família religiosa, atualmente chamada de Congregação das Irmãs Vítimas Expiadoras de Jesus Sacramentado, que cresceu rapidamente apesar das escassas economias e das oposições, sem mencionar a precária saúde da fundadora.

No ano de 1897 a serva de Deus emitiu os votos temporários; no dia 20 de julho de 1903 a congregação fundada por ela obteve a aprovação canônica da Santa Sé; e, no dia 2 de novembro do mesmo ano, a fundadora, junto com muitas irmãs, emitiu a profissão perpétua.

Ela viveu com generosidade, perseverança e alegria espiritual a sua consagração e assumiu a missão de superiora geral com humildade, prudência e amabilidade, dando às irmãs contínuos exemplos de fidelidade a Deus e à vocação e de zelo pela causa do Reino de Deus.

Fonte: Rádio Vaticano

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