Espiritualidade Memórias do Líbano

Conheça a tradição e os ritos maronitas no período da Quaresma

Maronita explica que a Quaresma é o momento propício de estar mais próximo da lei do Senhor.

Com o objetivo de tornar conhecidos os ritos maronitas durante a Quaresma, o programa “Memórias do Líbano” desta quinta-feira, 19 contou com a presença de padre Silvano Chamoun, que é da Paróquia São Charbel em Campinas (SP).

Os fiéis maronitas pertencem à Igreja cristã com rito oriental e reconhecem a autoridade do Papa, o líder Igreja Católica Apostólica Romana. Tradicional no Líbano, a Igreja Maronita possui ritual próprio, diferente do rito latino adotado pelos católicos ocidentais.

O convidado explicou que 200 anos após a morte e ressurreição de Jesus os discípulos começaram a formar comunidades cristãs. E que, naquela época, a preparação para a Páscoa era feita pelos fiéis três dias antes com jejuns e orações.

“No ano 350 d.C. esses três dias mudaram. A Igreja e a comunidade cristã estipularam 40 dias [de preparação para a Páscoa] em vez dos três dias. O nome ‘Quaresma’ vem do latim ‘quadragésima’, que significa quarenta”, recordou o sacerdote.

Padre Silvano também enfatizou que existem vários motivos para que esse período de preparação para a Pascoa seja intitulado “Quaresma”. Segundo ele, um deles é decorrente da experiência feita pelo povo de Israel durante os 400 anos nos quais viviam como escravos no Egito. Assim como os 40 anos que levaram para chegar à Terra Prometida após a libertação.

E ressaltou que, no período quaresmal, os maronitas vivem intensos momentos de oração e jejum e se aproximam com mais dedicação e fé da Lei de Deus.

“A nossa Quaresma hoje é essa experiência com Deus, que é sempre fiel à promessa d’Ele. (…) Para nós, [o período quaresmal] é esse momento de sabedoria em que recebemos a Lei do Senhor. É esse tempo de penitência, para nós merecermos o perdão”, afirmou o padre.

contribuicaocn1

Evite nomes e testemunhos muito explícitos, pois o seu comentário pode ser visto por pessoas conhecidas.

comentários

↑ topo