Jornalismo Além da Notícia

Erotização infantil

Convidados apresentam a situação das escolas com relação à educação sexual

O jornalista Ronaldo Silva abordou, na edição do programa “Além da Notícia”, a erotização infantil e o Plano Nacional de Educação (PNE), desenvolvido pelo Ministério da Educação, que norteia os conteúdos apresentados nas apostilas para serem trabalhados pelos professores nas escolas. Os convidados da noite foram o sacerdote responsável pela Associação Comissão Pastoral Vida e Família, Rafael Fornasier, e a advogada mestre em direito e pastora Damares Alves. A edição foi exibida nessa quarta-feira, 9.

Sobre a erotização infantil, a advogada destacou que, nos diversos meios de comunicação, principalmente na internet, pode-se encontrar muitos conteúdos que erotizam a imagem da criança. Alertando sobre o fato de que isso tem se tornado comum para as pessoas.

A doutora Damares ressalta que o país vive um momento em que a educação “está a serviço da apologia da erotização de crianças”, inclusive por parte de políticas públicas educacionais. E denuncia a existência de uma cartilha que está sendo distribuída às crianças nas escolas com diversos assuntos referentes à sexualidade, como a prática da masturbação tanto feminina quanto masculina.

Por essa razão, a pastora alerta os pais sobre a necessidade de verificarem o conteúdo transmitido pelas escolas e acompanharem o que os filhos têm aprendido.

Padre Rafael afirmou que o professor tem  autonomia e direito a não ensinar conteúdos com os quais não concorda. E destacou que os pais devem ter participação ativa na educação escolar de seus filhos.

“É importantíssimo que haja pedagogos, psicólogos e pais que colaborem com a produção de conteúdos que condigam com a faixa etária de cada criança”, reiterou o sacerdote.

A advogada acrescentou que há um princípio constitucional, chamado de objeção de consciência, que apoia os educadores a não serem obrigados a acatar esse tipo de conteúdo de ensino. Para ela, o professor pode abordar temas referentes à sexualidade de outras maneiras, sem expor a criança a esse tipo de constrangimento e violação.

Objeção de consciência

Segundo um documento de José Carlos Buzanello, exibido no site oficial do Senado, a objeção de consciência opera como um sinônimo de livre-arbítrio.

“A objeção de consciência como espécie do direito de resistência é a recusa ao cumprimento dos deveres incompatíveis com as convicções morais, políticas e filosóficas”.

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